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 A sÃndrome de Guillain-Barré ou polirradiculoneurite aguda é uma doença rara na qual os nervos periféricos se deterioram. Estes nervos enviam mensagens do cérebro para os músculos, instruindo-os a se moverem, e também levam sensações como a dor, prazer, gosto, etc., para o cérebro. O dano de um nervo causa freqüentemente fraqueza muscular (muitas vezes chegando a causar paralisia total), e pode causar anormalidades de sensação, inclusive dor, formigamento, sensação de “comichão na peleâ€, ou até desequilÃbrio. É também caracterizada por uma inflamação aguda com perda da mielina (membrana de lipÃdeos e proteÃna que envolve os nervos e facilita a transmissão do estÃmulo nervoso) dos nervos periféricos e à s vezes de raÃzes nervosas proximais e de nervos cranianos (nervos que emergem de uma parte do cérebro chamada tronco cerebral e suprem à s funções especÃficas da cabeça, região do pescoço e vÃsceras).. A sÃndrome de Guillain Barré tem carácter autoimune. O indivÃduo produz auto-anticorpos contra a sua própria mielina. Então os nervos acometidos não podem transmitir os sinais que vêm do sistema nervoso central com eficiência, levando a uma perda da habilidade dos grupos musculares responderem aos comandos cerebrais. O cérebro também recebe menos sinais sensitivos do corpo, resultando em inabilidade para sentir o contacto com a pele, dor ou calor. Em muitas pessoas o inÃcio da doença é precedido por infecção de vias respiratórias altas, de gastroenterite aguda e num pequeno número de casos por vacinação especialmente contra gripe e em raras ocasiões contra hepatite B e contra o tétano. Antecedentes de infecções agudas por uma série de vÃrus tais como, Epstein Bar, citomegalovirus, HTLV, HIV, e diversos vÃrus respiratórios têm sido descritos.Normalmente é caracterizada por:
Dor nos membros inferiores seguida por fraqueza muscular progressiva de distribuição geralmente simétrica e distal que evolui para diminuição ou perda dos movimentos de maneira ascendente com flacidez dos músculos. A perda dos reflexos profundos de inÃcio distal, bilateral e simétrico a partir das primeiras horas ou primeiros dias Os sintomas sensitivos mais comuns são: dor neurogênica, queimação e formigamento distal Pode haver alteração da deglutição devido a acometimento dos nervos cranianos XI, X e IX (relacionados com a deglutição), e paralisia facial por acometimento do VII par craniano (que inerva os músculos da face); a paralisia facial pode ser bilateral  Alteração dos movimentos dos olhos decorrente de acometimento do III, IV e VI nervos cranianos e ataxia cerebelar (déficit de equilÃbrio e incoordenação) associada a ptose palpebral (pálpebra caÃda) e perda dos reflexos sobretudo na variante Miller-FisherComprometimento dos centros respiratórios com risco de parada respiratória, o que constitui a SÃndrome de Guillain-Barré Sinais de disfunção do Sistema Nervoso Autônomo traduzidos por variações da pressão arterial (pressão alta ou pressão baixa), aumento da freqüência ou arritmia cardÃaca, transpiração, e, em alguns casos, alterações do controle vesical e intestinal Assimetria importante da fraqueza muscular ou da perda de movimento, distúrbios graves de sensibilidade e disfunção vesical ou intestinal persistentes induzem questionamentos embora não excluam o diagnóstico. Embora a sÃndrome de Guillain-Barré seja uma desordem terrÃvel, o prognóstico a longo prazo é geralmente bom. A maioria dos pacientes tem recuperação completa quando acompanhados por profissionais de excelência, embora possa levar meses, ou até mesmo anos, para recuperar a força e o movimento anteriores à doença. Aproximadamente 30 por cento dos pacientes ainda permanecem com um pouco de fraqueza até três anos após a melhora da doença. Só aproximadamente 3 por cento de pacientes têm um retorno da fraqueza e do formigamento anos depois. Uma percentagem muito pequena de pacientes, aproximadamente 3 a 5 por cento, morre, quase sempre porque eles desenvolvem uma paralisia da respiração antes que eles cheguem ao hospital. Â
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