A paralisia cerebral é uma condição caracterizada por um mau controlo muscular, espasticidade, paralisia e outras deficiências neurológicas decorrentes de uma lesão cerebral que ocorre durante a gestação, durante o nascimento, após o nascimento ou antes dos 5 anos de idade.

Aproximadamente uma em quinhentas crianças tem algum grau de paralisia cerebral. Algumas apresentam graves problemas físicos e musculares, enquanto outras têm apenas ligeiras dificuldades escolares.  As crianças com paralisia cerebral normalmente apresentam desordens de aprendizagem, de visão, de audição e da fala.

Muitas vezes a causa exacta da paralisia cerebral não é conhecida, mas pensa-se que factores como infecções, falta de oxigénio, meningite, pressão ou pancadas na cabeça podem ser propulsoras. A gravidade da causa afectará a importância dos danos causados ao cérebro. Por exemplo, numa criança privada de oxigénio durante o parto, a extensão do dano cerebral que possa ser causada é aumentada..

Sintomas

Os sintomas de paralisia cerebral podem variar desde uma falta de coordenação quase imperceptível à uma espasticidade grave, com contorções dos membros superiores e inferiores, que confinem a criança a uma cadeira de rodas. Existem quatro tipos principais de paralisia cerebral:


• Espástica (na qual os músculos são rígidos e fracos), que ocorre em aproximadamente 70% de todas as crianças com paralisia cerebral;
• Coreoatetóide (na qual os músculos espontaneamente movem-se de forma lenta e involuntária), que ocorre em cerca de 20% das crianças com paralisia cerebral;
• Atáxica (caracterizada por uma má coordenação e movimentos inseguros), que ocorre em cerca de 10% das crianças com paralisia cerebral;
• Mista (caracterizada pela combinação de dois dos tipos acima citados, mais frequentemente o espástico e o coreoatetóide), que ocorre em muitas crianças.


Em todas as formas de paralisia cerebral, pode ser difícil compreender a fala das crianças afectadas, pois a criança tem dificuldade para controlar os músculos envolvidos na fala. A maioria das crianças com paralisia cerebral apresenta outras incapacidades (por ex; inteligência inferior à normal ou retardo mental grave). Contudo, aproximadamente 40% das crianças com paralisia cerebral possuem uma inteligência normal ou quase normal. Cerca de 25% das crianças com paralisia cerebral (mais frequentemente as do tipo espástico) apresentam crises convulsivas.

Tratamento

Apesar da paralisia cerebral não ter cura, muita coisa pode ser feita para prover à criança o máximo de independência possível. Podendo a criança recuperar imenso quando seguida por uma boa equipa de reabilitação, a avcfisio neste problema, actua somente no ganho de coordenação e na recuperação do inicio de movimentos perdidos, posteriormente a isso, encaminhamos os nossos clientes para centro de fisioterapia convencional em que confiamos, nunca deixando de os acompanhar e auxiliar.

Muitas crianças com paralisia cerebral, quando não apresentam défices intelectuais e físicos graves e irreversíveis, crescem normalmente. Recordando que mesmo as crianças gravemente afectadas podem ser muito beneficiadas com uma bom tratamento e educação.

Os pais são informados e aconselhados, o que os ajuda a compreender o problema, o potencial de seus filhos e a enfrentar as dificuldades, à medida que elas ocorrerem. Para ajudar uma criança a atingir o seu potencial máximo, a atenção carinhosa dos pais pode ser combinada com a ajuda de instituições públicas e privadas, como as de saúde comunitária e de reabilitação com fins humanitários.

O prognóstico geralmente depende do tipo de paralisia cerebral e de sua gravidade. Mais de 90% das crianças com paralisia cerebral sobrevivem até a vida adulta. Apenas as mais gravemente afectadas (incapazes de realizar qualquer cuidado pessoal) apresentam uma expectativa de vida muito menor.

 
Links Úteis | mapa do site