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A lesão medular, especialmente quando se instala de forma súbita, é uma das lesões mais devastadoras, do ponto de vista orgânico e psicológico. Conforme a altura e a gravidade da lesão, existirão  mais ou menos comprometimentos de movimentos, sensibilidade, controles de esfincteres, funcionamento dos órgãos, circulação sanguÃnea, controle de temperatura, pois, além da lesão na medula, pode ocorrer também uma lesão no sistema nervoso autónomo ou alterações no mesmo, devido a lesão causada na medula. A lesão ocorre devido a morte dos neurônios da medula e a quebra de comunicação entre os axônios oriundos do cérebro e suas conexões com os neurônios da medula, interrompendo assim, a comunicação entre o cérebro e todas as partes do corpo que ficam abaixo da lesão. As lesões podem ser de origem traumática ou não-Traumática, conforme a sua origem: caso uma pessoa sofra um acidente, tenha uma fractura de coluna e uma consequente lesão medular, esta será de origem traumática; caso uma pessoa tenha um desenvolvimento tumoral na medula ou em regiões próximas, com uma consequente lesão medular, está será de origem não-Traumática.Sabe-se hoje que a lesão medular tem potencial de recuperação, e diversos estudos efectuados em diferentes paÃses fornecem alguns dados sobre a melhoria do estado neurológico. A maioria refere que a recuperação ocorre sobretudo nas primeiras horas que se seguem à lesão, sendo escassas as melhorias registadas após o primeiro ano. Contudo, são poucos os estudos que apresentam resultados sobre a evolução neurológica depois deste perÃodo. É consensual que a recuperação neurológica é influenciada pela gravidade da lesão. A recuperação funcional relaciona-se com a idade do doente, nÃvel de lesão medular e abordagem terapêutica na fase aguda.Â
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